Pimenta Rosa

prosa

A chegada

No final de maio (24/05/14) meu bebê completou 2 mese de vida!

A chegada do segundo filho desperta diversos sentimentos e dúvidas.

Com certeza já não temos aquela ansiedade sobre se “daremos conta” do bebê, afinal, já sabemos como cuidar deste serzinho tão pequeno e delicado. A prova disso é que nossa filha mais velha, Clara, está linda, saudável e cada dia mais surpreendente.

Minha maior preocupação era se eu conseguiria cuidar dos dois juntos.

Os bebês são muito dependentes e nesta fase inicial temos que acolher, zelar e atender aos pedidos expressados pelos choros intermináveis. Eles não sabem o que está acontecendo e se sentem perdidos numa imensidão que é a vida aqui fora do útero materno. Os bebês só querem se sentir acalentados, receber um colinho, um chamego.

Estou escrevendo este pequeno texto agora, em meios aos suspiros e resmungos do meu pequeno, com o computador no colo e com o pé na cadeirinha garantindo que ele seja bem balançado. Santas cadeirinhas vibratórias!

Isso se repete na hora de escovar os dentes, nas refeições, ao fazer as unhas… estou me tornando quase uma ginasta, com bons alongamentos…

Agora, para falar um pouco da minha filha mais velha… a chegada do irmão mexeu muito com ela.

Ela demonstra um carinho enorme pelo irmão, abraça, beija e acarinha a todo momento. Hoje mesmo acordei com o chorinho dele e, quando cheguei ao quarto, quem estava lá? Ela, ao lado do berço, me falando que estava ali para acalmar o irmão. É um lindo ato, espontâneo, mas eu e meu marido sabemos o quanto está sendo difícil pra ela.

A minha ausência tem pesado muito, e por mais que eu me vire em dez quando tenho pequenas brechas com o pequeno, não é o bastante, pois antes ela me tinha em 100% do tempo.

Então, a conclusão que chego sobre se eu darei conta é que o que importa é que temos que dar o nosso melhor. Talvez não seja o ideal para os dois, mas temos que ter a certeza de que fizemos e demos aos nossos filhos o melhor que pudemos.

Eu tenho muita sorte e meus filhos também, pois temos um marido / pai maravilhoso em casa. Com certeza, sem ele, o equilíbrio do lar neste momento, tão cheio de novidades, não seria possível. Seu papel tem sido fundamental para dar segurança e atenção à nossa filha, o que me deixa menos triste em estar ausente da rotina da pequena.

Ao meu marido, Daniel, muito obrigada pelo pai e companheiro maravilhoso que tem sido. À minha filha, Clara, muito obrigada por me ensinar como podemos ser generosos, mesmo nos sentindo ameaçados. Ao meu filhotinho, Caíque, muito obrigada por despertar em mim mais uma nova forma de amar. Ao universo, muito obrigada pela maternidade e pela minha família.

 

Renata Oliveira é Fotógrafa e Mãe da Clara e do Caíque.

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